parent nodes: Dicionários e glossários | Jung | Logos | Psicologia


Dicionário de termos junguianos




(copiado de www.salves.com.br)

index do verbete

Abaissement du neveau mental:

Um abaixamento do nível da consciência, uma condição mental e emocional experienciada como uma "perda da alma". É um afrouxamento na intensidade da consciência que é sentido como falta de interesse, tristeza ou depressão, e que as vezes acontece de forma tão intensa que simplesmente toda a personalidade se desmorona perdendo assim sua unidade. Entre as causas que a provocam estão a fadiga mental e física, o adoecimento do corpo, emoções violentas e choque traumático restringindo a personalidade como um todo.- Ver depressão.

Ab-reação:

Um método de se tornar consciente de reações emocionais reprimidas através do reviver e do recontar de uma experiência traumática. Depois de algum interêsse inicial pela " Teoria do Trauma", Jung abandonou a ab-reação (juntamente com a sugestão) como uma ferramenta efetiva na terapia da neurose pois ele percebe que a maioria dos traumas eram invenções fantasiosas que nunca tinha acontecido e assim não poderia imaginar que a repetição dessas experiências inteiramente exageradas pudesse ter um volor terapeutico diferente do procedimento da sugestão

Afeto:

Reações emocionais marcadas com sintomas físicos e disturbios no pensamento. - Ver complexo e pensamento. O surgimento de um afeto é indubitavelmente um sinal de que um complexo tenha sido ativado. Eles surgem normalmente onde uma adaptação é fraca e ao mesmo tempo revelam a razão para esta fraqueza.

Alma:

Jung faz uma distinção entre psique e alma onde esta subentende-se um limitado complexo de funções que fica melhor caracterizado pela expressão "personalidade".

Amplificação:

Método de interpretação de imágens onírica e desenhos desenvolvido por Jung no qual o motivo ou a imagem onírica é ampliada, esclarecida e dado à ela um contexto significativo comparando-a com imagens similares da mitologia, folclore e religião comparada. A amplificação estabelece o contexto coletivo de um sonho, permitindo que seja visto não só em seu aspecto pessoal, mas em termos arquetípicos gerais que são comuns à toda humanidade.

Análise Junguiana:

Forma de terapia que busca tornar consciente os conteúdos inconscientes. é também chamada de Terapia Analítica baseada na escola de pensamento desevolvida por Carl Gustav Jung conhecida por Psicologia Analítica ou Psicologia Profunda. Para Jung a análise consiste em remover as pedras do meio do caminho do desenvolvimento não sendo um método de colocar coisas no paciente que já não estivessem lá. a arte da análise se baseia em seguir o paciente em todos os seus caminhos enganosos e desta forma ajudá-lo a juntar os pontos que estavam faltando. É um erro comum pensar em um processo analítico como uma cura, pois este pode ser descrito com um reajustamento da atitude psicológica conquistada com a ajuda do terapeuta.

Anima:

Latim, fem. "ALMA." O lado inconsciente, feminino da personalidade do homem. Ela é personificada nos sonhos por imagens de mulheres que variam em natureza desde prostitutas e sedutoras à Sabedoria Divina e guias espirituais. Ela é o princípio de Eros nos homens. A identificação com a anima leva um homem a se tornar temperamental e ressentido. O desenvolvimento da anima de um homem se reflete em como ele se relaciona com mulheres. A anima pode ser tanto um complexo pessoal quanto uma imagem arquetípica de mulher na psique de um homem. Dentro da psique de um homem a anima funciona como sua própria alma, influenciando suas idéias, atitudes e emoções e intensifica, exagera, falsifica e mitologiza todas as relações com seu trabalho e com pessoas de ambos os sexos. Quando a anima está fortemente constelada, ela amolece o carater do homem tornando-o suscetível, irritável, temperamental, ciumento, vaidoso e desajustado.

Animus:

Latim, masc. "ALMA." O lado inconsciente, masculino da personalidade da mulher. Ele é o Logos, princípio ativo na mulher, personificado nos sonhos por figuras masculinas que variam em natureza desde homens musculosos à poetas e líderes espirituais. Como a anima é para o homem, o animus pode ser tanto um complexo pessoal quanto uma imagem arquetípica de homem na psique de uma mulher. Quando identificada com o animus a mulher se torna argumentativa e rígida nas opiniões. O desenvolvimento do animus em uma mulher é refletido em como ela se relaciona com os homens. em geral. Sua alma contém aquelas qualidades humanas de fraqueza e senso de determinação que faltam completamente à sua atitude consciente, à sua persona. Se a persona for intelectual, a alma será sentimental com toda certeza. O caráter compensatório da alma atinge também o caráter sexual. Uma mulher muito feminina tem uma alma acentuadamente masculina; homem muito masculino tem uma alma feminina. A anima e o animus têm um papel importante nas relações amorosas, onde as pessoas, inconscientes desses arquétipos, são levadas a projetá-los no sexo oposto. O desenvolvimento consciente da anima e do animus acarreta numa ampliação da personalidade e num relacionamento mais rico com o outro.

Arcaico:

Primal ou original. (Ver participation mystique.) Jung usava este termo quando se referia a pensamentos, fantasias e sentimentos que não são conscientemente diferenciados. Uma imgem possui uma qualidade arcaica quando ela possui inquestionavelmente um paralelo mitológico. A relação de identidade com um objeto, ou participation mystique é igualmente arcaica. Concretismo de pensamento e de sentimento são arcaicos. como também a compulsão e a inabilidade de auto-controle.

Arquétipos:

O arquétipo é um dinamismo que se faz presente pelo poder numinoso e fascinante de uma imagem arquetípica. São predisposições inatas que surgem na consciência como imagens, padrões ou motivos recorrentes e universais que representam e simbolizam a experiência típica humana universal de diferentes maneiras. São elementos primordiais da estrutura da psique humana. ( ver imagem arquetípica e/ou instinto). Eles constituem sistemas de presteza para a ação, como ao mesmo tempo imagens e emoções. Eles são por definição, fatores e motivos que arranjam os elementos psíquicos em certas imagens que pode ser reconhecidas somente pelo efeito que elas produzem; como o campo magnético de uma barra imantada sobre um objeto de ferro. Quando os arquétipos se manifestam, já não são mais eles que são percebidos e sim suas representações, ou imagens arquetípicas. Há arquétipos que correspondem a várias situações, tais como as relações com os pais, o casamento, o nascimento dos filhos, o confronto com a morte.

Associação:

Fluxo espontâneo de pensamentos e imagens interconectados e imagens que surgem em torno de uma idéia específica e normalmente determinado por conexões significativas e não causais inconscientes.

Atitude:

A protidão da psique em agir ou reagir de uma certa maneira, baseada em orientações psicológicas submerssas. (Ver adaptação, tipos , tipologia).

Autônomo:

Independente da vontade consciente, geralmente associada com a naturea do inconsciente e em particular com complexos ativados.

Auto-regulação da psique:

Um conceito baseado na relação compensatória entre consciência e o inconsciente. (Também veja adaptação, compensação, neurose, opostos e função transcendente.) A psique não só reage, como dá sua própria resposta específica às influências. (Alguns Pontos Cruciais em Psicanálise, " CW 4, par. 665.] O processo de auto-regulação é contínuo dentro da psique. Mas só podemos notá-lo quando o ego-consciência tem alguma dificuldade particular para se adaptar à realidade externa ou interna. Isso é freqüentemente o começo de um processo no caminho para a individuação.

Causal.

Abordagem de interpretação de fenômenos psíquicos baseada na causalidade (causa e efeito]. (Ver redutivo).

Compensação:

Um processo natural com o objetivo de estabelecer e manter o equilíbro dentro da psique. Para Jung a atividade consciente é seletiva no tocante a pensamentos, sentimentos e sensações. A seleção demanda uma direção e a direção requer a exclusão de tudo que é irrelevante. Isto restringe a consciência a uma orientação unilateral. Os conteúdos que são excluidos ou inibidos vão para o incosnciente formando um contrapeso para a orientação consciente. O fortalecimento desta contraposição acompanha em igual proporção a crescente atitude unilateral da cosnciência, conduzindo finalmente a uma tensão intensa. Quanto maior a unilateralidade da atitude consciente, maior a oposição dos conteúdos que provêm do inconsciente. Com o tempo, a tensão aumenta de tal forma que os conteúdos inconscientes inibidos se comunicam com a consciência, sobretudo por meio de sonhos ou de imagens surgidas na imaginação espontaneamente. Como via de regra, a compensação incosnciente não vai contra a consciência e sim equlibra e complementa a orientação consciente. Portanto a compensação exprime uma tentativa de equilíbrio ou troca. O conceito foi introduzido por A. Adler na psicologia da neurose. Na neurose, onde a unilateralidade consciente é extrema, o propósito da terapia analítica é a realização e assimilação dos conteúdos incosncientes para que a compensação possa ser restabelecida, que normalmente é conseguido ao se prestar bastante atenção aos sonhos, emoções e padrões de comportamento, e através da imaginação ativa. Ver também imaginação ativa.

Complexo:

É um conjunto coeso de sentimentos, pensamentos, percepções e Memórias de carga emocional que existem no inconsciente individual agrupados em torno de um núcleo central que é uma imagem arquetípica que atrai em torno de si várias experiências. Um complexo é a imagem de uma certa situação psíquica que está fortemente acentuada emocionalmente, e além disto, é incompatível com as atitudes habituais da cosnciência. Jung vivia ressaltando que os complexos em si não são negativos; eles são os blocos estruturais de nossa psique e a fontes de todas as nossas emoções.Reconhecemos quando um complexo é ativado quando emoções interferem no equilíbrio psíquico e perturba a função costumeira do ego. A simples existência de um complexo não significa neurose e o fato deles serem dolorosos também não siginifica nenhum disturbio patológico. Sofrimento não é doença. Um complexo se torna patológico quando nós pensamos que não os temos. A identificação com um complexo, particularmente a anima/animus e a sombra, é uma frequente fonte de neurose e nosso trabalho é reconhecermos que parte eles tomam em nossas atitudes e reações emocionais para minimizar seus efeitos negativos.

Coniunctio:

Literalmente, "conjunção," um termo usado na alquimia para se referir à combinações químicas; psicologicamente, se refere à imagem arquetípica da união dos opostos e do nascimento de novas possibilidades. Corresponde a uma condição de totalidade psicológica na qual o ego-consciência e o inconsciente trabalham juntos em harmonia. ë o objetivo da individuação que envolve a realização consciente do Self. Outros termos alquímicos usados por Jung com um significado psicológico muito próximo inclue: unio mystica (casamento sagrado ou místico), coincidentia oppositorum (coincidência de opostos), complexio oppositorum (os opostos encorporados em uma só imagem) unus mundus (um mundo) e a Pedra Filosofal.

Consciência:

A função ou atividade que mantém a relação dos conteúdos psíquicos com o ego; se distingue conceitualmente da psique que engloba a consciência e o inconsciente.

Construtivo ou sintético:

Uma abordagem de interpretação da atividade psíquica baseada em seus propósitos e objetivos em vez de suas causas e origens. Jung usa este método que é o oposta do método redutivo aplicado pela Psicanálise. Ele toma a produção do inconsciente como uma expressão simbólica que antecipa uma nova fase do desenvolvimento psicológico. O método construtivo envolve a amplificação dos símbolos e suas interpretação em um nível subjetivo. Seu uso na interpretação dos sonhos tem como objetivo a compreensão de como a orientação consciente pode ser midificada à luz das mensagens simbólicas oníricas. Isto se alinha à crença de Jung de que a psique é auto-reguladora. Jung se baseia em Maeder ao falar de uma função prospectiva que antecipa o desenvolvimento psicológico futuro. Jung também se baseia am Adler que considerava a existência de uma função antecipadora no inconsciente e afirma que o inconsciente não pode ser considerado unilateralmente como algo já criado, como um produto final. No tratamento das neuroses, Jung via o método construtivo como complementar e não em oposição ao método redutivo clássico da psicanálise.

Contratransferência:

É um caso particular de projeção usado para descrever a resposta emocional inconsciente do analista para o analisando em uma relação terapeutica. Ver também transferência

Depressão:

Um estado psicológico caracterizado por falta de energia. Energia esta que não está disponível à consciência mas regredida no inconsciente remexendo seus conteúdos ( fantasias, memórias , desejos, etc) que para o bem de nossa saúde psicológica necessitam ser trazidos à luz da consciência e examinados. Desta forma a depressão deve ser entendida como uma compensação inconsciente cujo conteúdo deve ser tornar consciente para que seja totalmente efetivo. A depressão não é necessariamente patológica. Ela geralemtne anuncia a renovação da personalidade ou um surto de atividade criativa. Conforme Jung em nossa vidas existem momentos quando viramos uma nova página. Novos interêsses e tendências aparecem que até então ainda não tinham sido percebidos, o uexiste uma mudança repentina de personalidade. Durante o período de incubação de tal mudança nós freqüentemente experimentamos uma perda da energia consciente. Ver também abaissement du niveau mental

Ego (EU):

O ego é o sujeito da consciência e vem à existência como um complexo de representações que constitui o centro da consciência e o local da experiência de identidade subjetiva do indivíduo que parece ter grande continuidade e identidade consigo mesmo. O complexo do eu é tanto um conteúdo quanto uma condição da consciência, pois um elemento psíquico me é consciente enquanto estiver relacionado com o complexo do eu. Enquanto o eu for apenas o centro do meu campo consciente, não é idêntico ao todo de minha psique, mas apenas um complexo entre outros complexos. Por isso se distingue eu de Self (Si-mesmo). O eu é o sujeito apenas da consciência, mas o Si-mesmo é o sujeito do todo da personalidade, também da psique inconsciente. No processo de individuação, uma das tarefas iniciais é diferenciar o ego dos complexos no inconsciente pessoal, particularmente a persona, a sombra e a sizígia(animus/anima).

Emoção:

Uma reação involuntária devido à ativação de um complexo. Ver afeto.

Enantiodromia:

Significa "passar para o lado oposto", literalmente, "correndo no sentido contrário" referindo-se à emergência do oposto incosnciente no curso da vida. Isto normalmente ocorre quando uma tendência unilateral extrema domina a vida consciente; na mesma hora em que uma contraparte igualmente poderosa é construída e que primeiro começa a se apresentar inibindo a atuação da consciência e subseqüentemente inrrompendo na consciência e tomando controle Jung a emprega este termo para caracterizar o aparecimento do contraste inconsciente, numa sucessão temporal. Sempre que predominar uma tendência unilateral na vida consciente, com o decorrer do tempo, acaba por converter-se numa posição contrária inconsciente que se manifestará como um obstáculo ao rendimento consciente, e mais tarde, como uma interrupção na direção consciente. A Enantiodromia é tipicamente experienciada em conjunto com sintomas associados à neurose aguda, e normalmente obscurece o renascimento da persinalidade. Nas palavras de Jung: "Jamais se pode afirmar com cem por cento de certeza que as figuras espirituais do sonho sejam moralmente boas. Freqüentemente elas têm o sinal, não só da ambivalência como da malignidade. Devo porém ressalr que o grande Plano segundo o qual é construída a vida inconsciente da alma é tão inacessível à nossa compreensão que nunca podemos saber que mal é necessário para que se produza um bem por enantiodromia, e qual o bem que pode levar em direção ao mal."

Energia Psíquica:

Ver libido.

Eros:

Na Mitologia Grega, a personificação do amor, uma força cosmogônica da natureza; psicologicamente, a função do relacionamento. Ver também anima, animus, logos

Extroversão:

Um modo de orientação psíquicoa no qual interêsse, valor e significado positivos são aderidos primariamente aos objetos externos. É caracterizada pelo interêsse por objetos externos, correspondência e uma pronta aceitação dos acontecimentos externos, um desejo de influenciar e ser influenciado por eventos, uma necessiadade de participar, uma capacidade de suportar barulhos de qualquer tipo, e ainda de achá-los agradáveis, uma constante atenção ao mundo ao redor, o cultivo de amigos e conhecidos, não muito cuidadosamente escolhidos e finalmente, extremamente apegado à auto-imagem. Assuntos subjetivos internos são de pouca valia. É uma atitude de abertura em relação ao mundo exterior, de interesse por ele e tudo o que ele contém, contrariamente à sua função oposta - a introversão. O indivíduo predominantemente extrovertido pensa, sente e age em relação ao objeto, ao mundo, ao outro (isto é, pessoas, animais, plantas, organizações, coisas, etc.) de forma direta, positiva e facilmente observável. Isto é, para onde é dirigida a sua energia vital, a sua libido. Jung propôs que a motivação do homem fosse entendida em termos de uma energia de vida criativa geral - a libido - capaz de ser investida em direções diferentes, assumindo grande variedade de formas. A libido corresponderia ao conceito de energia adotado na Física, a qual pode ser interpretada em termos de calor, eletricidade, motricidade, etc. Conforme a orientação de sua função psíquica, se a extroversão for intelectual, a pessoa pensará no objeto; se for sentimental, ela sentirá no objeto; se for sensual, usará os sentidos em geral para relacionar-se com o mundo; e se for sensitivo, a intuição, para saber das possibilidades que se encerram nas coisas.

Fantasia:

Um complexo de idéias ou atividades imaginativas que expressam o fluir da energia psíquica. Jung distinguia as fantasias entre ativas e passivas. As primeiras são características da mentalidade criativa e são evocadas por uma atitude intuitiva direcionada rumo à percepção dos conteúdos incosncientes.; as fantasias passivas são manifestações espontâneas e autônomas dos complexos incosncientes. Ver também imaginação ativa.

Feminino:

Ver anima, Eros e Logos.

Função Auxiliar:

São as duas funções bi-laterais e co-laterais de acordo com o modelo da tipologia Junguiana que atuam concomitantemente influenciando a consciência. Atuam como funções complementares ou secundárias que vêem à tona de acordo com nosso processo vital de adaptação ao mundo.Por serem bi-laterias, elas sempre diferem em natureza da função superior ou primária. Se a pessoa se encontra no eixo das funções irracionais (intuição/sensação) as funções auxiliares pretencerão ao eixo racional (pensamento/sentimento), e vice-versa.

Função Inferior:

É a função psicológica menos desenvolvida ou menos diferenciada das quatro funções psicológicas de uma pessoa. É quase que idêntica ao lado escuro da personalidade humana. No modêlo da Tipologia de Jung a função inferior ou a quarta função é o oposto da função principal e se comporta como um complexo autônomo cuja ativação é marcada por um afeto e resiste à integração. Apesar da função inferior poder ser consciente como um fenômeno, o seu verdadeiro significado todavia permanece irreconhecível ficando parcialmente ou totalmente inconsciente no caso de uma neurose. Consiste na função que não se desenvolve durante o processo de maturação. Ela se expressa de uma maneira primitiva, arcaica e carregada de comoção. A função inferior é a passagem para o inconsciente coletivo. Pelo fato das funções serem uma função de adeqüação ao meio, ao mundo, torna-se muito difícil o desenvolvimento simultâneo de todas as funções psicológicas e conseqüentemente as exigências sociais forçam o desabrochar daquela que poderá servir melhor ao sucesso social ou a seguir a própria natureza. Da identificação mais ou menos plena com a função privilegiada é que surgem os oito tipos psicológicos junguianos, combinados que são com as atitudes de extroversão e introversão. A unilateralidade desse desenvolvimento acaba relegando uma ou mais funções à precariedade, à escuridão, à infância. Normalmente, ocorre de percebermos certos sinais de sua presença em nós, daí a conhecermos pelo menos "de vista". Nas neuroses, porém, o caso é mais grave, podendo ocorrer forte incompatibilidade com a função principal, vindo a perturbar seriamente o equilíbrio psíquico da pessoa em questão. Com a função inferior no inconsciente, a energia naturalmente investida nela acaba ativando fantasias correspondentes à função em questão. A conscientização dessas fantasias e sua integração através de trabalhos interiores favorece a sua progressão até uma realização mais ou menos completa da pessoa.

Função Intuição:

Uma das quatro funções psíquicas de acordo com o modelo Junguiano. A intuição é a percepção através do inconsciente, i.e. percepção de conteúdos, conclusões e possibilidades futuras cuja origem é desconhecida ou obscura. Contrária da função sensação esta função se importa ou se liga ao que está por trás da coisas, ela vai além dos fatos, sentimentos e idéias, e constrói modelos elaborados da realidade. Responde-nos de onde vem e para onde vai algo. Nos diz das possibilidades das coisas. É uma função irracional.

Função Pensamento:

Uma das quatro funções psíquicas de acordo com o modelo Junguiano. É a compreensão intelectual da natureza, do mundo e de si mesmo. Responde à pergunta: "o que é?". É a capacidade racional de estruturação e sintetização de dados por meio de categorias e generalizações conceituais. A pessoa entra em contato com o mundo por meio de definições e identificações das coisas. É considerada uma função racional. É o processo mental de interpretar o que é percebido. (Compare sentimento.) No modelo de tipologia de Jung, pensar é uma das quatro funções usadas para orientação psicológica. Junto com sentir, o pensamento é uma função racional. Se pensar é a função principal ou primária, enquanto sentir então é automaticamente a função inferior. Como um processo de apercepção, o pensar podem ser ativo ou passivo. Pensamento ativo é um ato da vontade, pensamento passivo é uma mera ocorrência. No caso anterior, eu submeto os conteúdos da idéia a um ato voluntário de julgamento; nas conexões posteriores, conceituais eles se estabelecem de próprio acordo, e são formados julgamentos que pode contradizer até mesmo minha intenção...o pensamento ativo corresponderia ao meu conceito de pensamento direcionado. Pensamento passivo...eu chamaria de....pensamento intuitivo. ("Definições"ibid. par. 830] A capacidade para o pensamento direcionado eu chamo de intelecto, a capacidade para o pensamento não-derecionado ou passivo eu chamo de intuição intelectual. (Ibid. par. 832.]

Função Principal ou Superior:

É a função mais desenvolvida e diferenciada das funções psicológicas de uma pessoa. É o "jeitão" da pessoa, como ela se apresenta e se relaciona com o mundo. Ela é sempre a expressão da personalidade consciente, de seus objetivos, vontades, atuações em geral; distinto das funções menos diferenciadas que ficam dentro da categoria das coisas que simplesmente "acontece" às pessoas.

Função Sensação:

Uma das quatro funções psíquicas de acordo com o modelo Junguiano. Numa posição oposta à intuição, esta função age de acordo com o que eu chamo de "realidade imediata", com o que se apresenta diante dela. O que importa é o que está aqui, agora diante dela onde ela pode ver, sentir, cheirar, tocar; ou seja se relacionar diretamente. Por isto esta função é uma função irracional que percebe e se adapta à realidade externa por meio dos sentidos físicos.

Função Sentimento:

Uma das quatro funções psíquicas de acordo com o modelo Junguiano. É uma função que avalia e julga. Sentimento não pode ser confundido com emoção, que resulta da ativação de um complexo e pode ser mais apropriadamente chamada de afeto. Se encontra na polaridade oposta à função pensamento. É a função valorativa. Um processo que se realiza entre o eu e um dado conteúdo, um processo que atribui ao conteúdo um valor definido no sentido de aceitação ou rejeição (prazer ou desprazer). É também uma espécie de julgamento que visa a uma aceitação ou rejeição subjetivas, e distingue-se do julgamento intelectual (função pensamento), o qual visa ao estabelecimento de relações conceituais. Provoca repulsa ou atração em diversos níveis. É uma função racional.

Função Superior:

Ver Funcão Principal

Função Transcendente:

É o "terceiro" reconsciliador que emerge do inconsciente (na forma de um símbolo ou uma nova atitude) depois dos opostos conflitivos terem sido conscientemente diferenciados e a tensão entre eles controlada. Uma função psíquica que surge da tensão entre a consciência e o inconsciente e sustenta a união deles. (Ver opostos e tertium non datur.) Quando há uma paridade completa dos opostos, atestada por uma participação absoluta do ego em ambos, isto necessariamente leva à suspensão da vontade, pois a vontade não pode mais operar quando todos os motivos forem igualmente fortes aos contra-motivos. Desde que a vida não pode tolerar uma paralização, pois isto resulta em um estancamento da energia vital, e isso nos levaria à uma condição insuportável se a tensão entre os opostos não produzisse uma nova função unificadora que os transcendesse.Esta função surge naturalmente da regressão da libido causada pelo bloqueio. (Ibid. par. 824.] As tendências da consciência e do inconsciente são os dois fatores que juntos formarão a função transcendente. Ela é chamada de "transcendente"porque é ela que faz a trnssição de uma atitude para outra organicamente possível. (The Transcendent Function," CW 8, par. 145.] Em uma situação de conflito, ou um estado de depressão pelo qual não há nenhum motivo aparente, o desenvolvimento da função transcendente depende de torna o material inconsciente, consciente. Isto é mais observável nos sonhos, mas pelo fato deles serem difíceis de compreenção Jung considerou mais proveitoso o método da Imaginação Ativa de dar "forma"aos sonhos, fantasias, etc.
A partir do momento em que um conteúdo inconsciente toma forma e o significado da formulação é compreendida, surge a questão de como o ego se relacionará com esta posição, e como o ego e o inconsciente se entenderão. Este é o segundo e mais importante estágio do procedimento, a unificação dos opostos para se produzir um terceiro: a função transcendente. Neste estágio, não é mais o inconsciente que toma a frente, mas o ego.(Ibid. par. 181.] Este processo requer um ego que possa manter sua postura diante da contra-posição inconsciente. Ambos possuem igual valor. O confronto entre os dois gera uma tensão carregada com energia e cria uma terceira essência atuante. Da atividade inconsciente agora surge um conteúdo novo, constelado em tese e antítese de igual medida e adotando uma posição de relação compensatória a ambos. Assim dorma o meio de campo onde os opostos podem ser unificados. Se, por exemplo, nós concebemos que a oposição é sensualidade versus espiritualidade, então o conteúdo mediador nascido fora do inconsciente fornece meios de expressão de boas vindas para a tese espiritual, por causa de suas associações espirituais ricas, e também por causa da antítese sensual, por causa de suas imagens sensuais. O ego, entretanto, rachado entre tese e antítese, encontra um caminho do meio de sua própria parte, seu próprio e único meio de expressão, e rapidamente se agarra a esta nova ordem a ser entregue a partir de sua divisão. ("Definições," CW 6, par. 825.] A função transcendente é essencialmente um aspecto da auto-regulação da psique. Ela tipicamente manifesta simbolicamente e é experienciada como uma nova atitude em direção à pessoa e à vida.

Funções Psicológicas:

São formas de adaptação psíquica ou de adeqüação ao mundo. É uma forma de manifestação da libido (energia psíquica). que de acordo com o modelo dos Tipos Psicológicos de Jung, são: Pensamento, Sentimento, Sensação e Intuição. Embora todas as pessoas possuam as quatro funções, elas não são desenvolvidas de modo igual. A sensação nos diz que alguma coisa existe; o pensamento mostra-nos o que é esta coisa; o sentimento revela se ela é agradável ou não; e a intuição dir-nos-á de onde vem e para onde vai.

Funções Irracionais:

Conceito empregado não no sentido de anti-racional, mas de extra-racional, isto é, o que não se pode fundamentar com a razão. A plena explicação racional de um objeto realmente existente (e não apenas suposto) é uma utopia. Só um objeto que foi suposto pode ter explicação plena, pois nada existe além do que foi suposto pelo pensar racional. A intuição e a sensação são funções psicológicas que devem estar abertas à casualidade e a qualquer possibilidade; por isso não devem ter qualquer direção racional.

Funções Racionais:

Fazem uso da capacidade racional de estruturação e sintetização de dados, do juízo, da abstração e da generalização conceitual organizando tudo em categorias.

Herói:

Motivo arquetípico baseado na superação de obstáculos e conquista de determinados objetivos. A principal façanha do herói é ter superado o monstro e a escuridão, e como imagem arquetípica se apresenta empiricamente como a soma total de todos os arquétipos incluindo o arquétipo paterno e do velho sábio. Mitologicamente o herói é aquele que conquista o dragão, a princesa, o anel, o ovo de ouro, o elixir da vida, etc. Psicologicamente estes são metáforas para os sentimentos verdadeiros e o potencial único de alguem. No processo de individuação a tarefa do herói é assimilar os conteúdos inconscientes em vez de ser sobrepujado por eles.

Histeria:

Um estado de espírito marcado por uma exagerada afinidade com pessoas nas proximidades e um ajustamento falso às condições presentes. Jung dizia que a histeria era a neurose mais freqüente do tipo extrovertido...uma tendência constante de se fazer interessante e de produzir uma boa impressão. Como resultado está sua sugestibilidade proverbial e sua inclinação à influência dos outros. Outro sinal indiscutível é seu sentimentalismo que sempre o leva às raias da fantasia.

Identificação:

Um alheiamento do sujeito em favor de um objeto, de cujas características, o sujeito se reveste.sujeito e objeto. A identidade é responsável pela presunção ingênua de que os mesmos motivos acontecem em todo lugar, de que as coisa que eu concordo são obviamente agradáveis para as outras pessoas e o que eu acho imoral é igualmente imoral para os outros, e assim por diante. E o mais importante, o que eu tento corrigir nos outros é quase que cem por cento o que eu mais preciso corrigir em mim mesmo. A identificação com um complexo (possessão) é uma fonte freqüente de neurose. Também é possível se identificar com uma idéia ou crença em particular. A unilateralidade normalmente ocorre por causa da identificação com uma atitude consciente em particular podendo resultar na perda de contato com os poderes compensatórios do inconsciente. Ver participation mystique.

Imagem Arquetípica:

A forma ou representação de um arquétipo na consciência.. ( Ver Inconsciente Coletivo). Estas imagens são padrões universais ou motivos que se originam do incosnciente coletivo e que formam os conteúdos básicos das religiões, mitologias, lendas e contos de fadas. Elas também emergem do inconsciente coletivo através dos sonhos e visões. O encontro com uma imagem arquetípica evoca uma reação emocional forte nos levando a uma sensação de divino ou poder transpessoal que transcende o ego. Jung afirma que estas "imagens primordiais" se originam de uma constante repetição de uma mesma experiência, durante muitas gerações. Funcionam como centros autônomos que tendem a produzir, em cada geração, a repetição e a elaboração dessas mesmas experiências. Eles se encontram isolados uns dos outros, embora possam se interpenetrar e se misturar. O núcleo de um complexo pode ser um arquétipo que atrai experiências relacionadas ao seu tema. Ele poderá, então, tornar-se consciente por meio destas experiências associadas. Os arquétipos da Morte, do Herói, de Deus, da Grande Mãe e do Velho Sábio são exemplos de algumas das numerosas imagens primordiais existentes no inconsciente coletivo. Embora todos os arquétipos possam ser considerados como sistemas dinâmicos autônomos, alguns deles evoluíram tão profundamente que se pode justificar seu tratamento como sistemas separados da personalidade. São eles: a persona, a anima, o animus e a sombra. Chamamos de instinto aos impulsos fisiológicos percebidos pelos sentidos. Mas, ao mesmo tempo, estes instintos podem também manifestar-se como fantasias e revelar, muitas vezes, a sua presença apenas através de imagens simbólicas. São estas manifestações que revelam a presença dos arquétipos, os quais as norteiam. A sua origem não é conhecida; e eles se repetem em qualquer época e em qualquer lugar do mundo - mesmo onde não é possível explicar a sua transmissão por descendência direta ou por "fecundações cruzadas" resultantes da migração.

Imagem Primordial:

Ver imagem arquetípica.

Imaginação Ativa:

Método de assimilação de conteúdos do inconsciente (sonhos, fantasias, etc.] onde estes se investem espontaneamente através de uma forma de auto-expressão (Ver função transcendente) nas várias personificações (pessoas conhecidas e desconhecidas, animais, plantas, lugares, acontecimentos, etc). Nas palavras de Robert Johnson ( "Innerwork - A chave do reino interior". 1ª edição, Ed. Mercuryo, 1989, São Paulo, p. 154) "(...) é um diálogo que travamos com as diferentes partes de nós mesmos que vivem no inconsciente". Ela consiste em relacionarmo-nos com nossos sentimentos, pensamentos, atitudes e emoções através dos vários personagens que aparecem em nossos sonhos e interagir ativamente com eles, isto é, discordando, quando for o caso, opinando, questionando e até tomando providências com relação ao que é tratado, isso tudo pela imaginação. O objeto da imaginação ativa é dar voz aos lados da personalidade (em particular a Sizígia (animus/anima] e a sombra) que normalmente não são ouvidas, estabelecendo assim uma linha de comunicação entre a consciência e o incosnciente. O primeiro estágio da Imaginação Ativa é como um sonho de olhos abertos que pode acontecer tanto espontaneamentee como produzida artificialmente.`Você escolhe uma imagem onírica ou de uma fantasia e se concentra nela. O simples fato de se concentrar nela faz com que ela se altere. Estas alterações deve ser anotadas pois refletem os processos psíquicos inconscientes que se expressam na forma de imagens carregadas de um material de memória consciente. O segundo estágio vai além da simples observação das imagens e consiste em tomar parte ativa nelas fazendo uma avaliação honesta do que elas representam. Desta forma você se coloca como parte do drama psíquico como se você fizesse parte das figuras ou ainda como se o drama que está sendo performado fosse realidade. Quando não sabemos, p. ex. porque uma figura onírica agiu de forma violenta para conosco, podemos recriar através da Imaginação Ativa e recordarmos do sonho até esta parte em particular e a partir daí questionar o personagem das razões do seu comportamento para conosco. Nesse momento devemos ter o cuidado de deixarmos que a figura "diga" o que vier à sua cabeça. Você terá a sensação de que está inventando tudo, mas isso não importa e nem altera o efeito real da prática da Imaginação Ativa, o que você poderá verificar após a conclusão de qualquer trabalho interior. Difere da fantasia passiva porque nesta não atuamos no quadro mental, de forma a participarmos do drama vivenciado, mas apenas nos contentamos em assistir o desenrolar do roteiro desconhecido, muitas vezes sofrendo involuntariamente, sem proveito algum, e o que é pior, sem que venhamos a conhecer o que há por trás. A Imaginação Ativa pode ser aplicada também quando estamos fortemente influenciados por uma emoção. Neste caso, tratamos de personificarmos a emoção vivenciada para interação do modo como descrito acima.

Imagem primordial:

Ver arquétipo e imagem arquetípica.

Incesto:

Psicologicamente é a ânsia regressiva pela segurança da infância e juventude. Jung interpretava as imagens de incesto nos sonhos não de forma concreta mas simbolicamente indicando a necessidade de uma nova adaptação. Esta idéia foi uma das causa de sua ruptura com Freud.

Inconsciente:

A totalidade de todo fenômeno psíquico onde falta a qualidade consciente. (Ver também inconsciente coletivo e incosnciente pessoal.) O inconsciente... é a fonte de forças instintuais da psique e das formas e categorias que as regulam, ou seja, os arquétipos. (a Estrutura da Psique," CW 8, par. 342.] O conceito de inconsciente é para mim um conceito exclusivamente psicológico, e não um conceito filosóficode uma natureza metafísica. Na minha visão, o inconsciente é um conceito fronteiriço psicológico, que cobre todos os conteúdos ou processos psíquicos que não são conscientes, i.e. Ao relacionados com o ego de forma perceptível.Minha justificativa para falar da existência de processos inconscientes deriva única e simplesmente da experiência. (Definições," CW 6, par. 837.] O inconsciente é vasto e inexaurível. Não é simplesmente o desconhecido ou o repositório de pensamentos e emoções conscientes que foram reprimidos, mas inclui conteúdos que podem ser ou se tornarão conscientes. Assim definido, o inconsciente descreve um estado de ânimos extremamente fluídos: tudo o que eu sei, mas que não estou pensando no momento; tudo que eu uma vez soube mas que agora me esquecí; tudo percebido pelos meus sentidos, mas não percebido por minha mente consciente; tudo que, involuntariamente e sem prestar muita atenção, eu sinto, penso, lembro,quero, e faço; todas as coisas futuras que estão tomando forma em mim e que em alguma época virão à consciência: tudo isto é conteúdo do inconsciente.(Sobre a Natureza da Psique," CW 8, par. 382.] O inconsciente também contém funçòes "psicóides" que não são capazes de consciênciae que temos somente um conhecimento indireto delas, tais como a relação entre matéria e espírito. Jung atribuía ao inconsciente uma função criativa. Esta, entretanto, não é superor à consciência.

Inconsciente Coletivo:

Uma camada estrutural da psique humana que contém elementos herdados, distintos daqueles do inconsciente pessoal. Nas palavras de jung " o incosnciente coletivo contém toda a herança espiritual da evolução da raça humana que eclode de novo na estrutura cerebral de todo indivíduo". Sua teoria do inconsciente coletivo surge da observância dos fenômenos psicológicos que surgem em todos os lugares e não podem ser explicados com base na experiência pessoal. Jung distingue duas camadas do inconsciente: o inconsciente pessoal que se deriva das experiências próprias da pessoa e o inconsciente coletivo, uma estrutura herdada comum a toda a humanidade, contendo padrões e imagens universais ( que existem independentemente de credo, cultura, raça ou qualquer outro fator) chamados de arquétipos ou representações simbólicas específicas ou imagens arquetípicas. É a camada mais profunda do inconsciente que normalmente se encontra inacessível à consciência comum. É de natureza supranormal, universal e não-individual. Estes conteúdos quando se manifestam são experienciados como estranhos ao ego, como algo numinoso ou divino. Ver também imagens arquetípicas.

Inconsciente Pessoal ou Individual:

A camada pessoal do inconsciente, distinta do inconsciente coletivo. É aquela porção da psique que se encotra fora do campo da consciência. Para Jung o inconsciente pessoal contém memórias perdidas, idéias dolorosas que são reprimidas (esquecidas por conveniência), percepções subliminares ou percepções sensoriais que não foram fortes o suficiente para alcaçar a consciência, e finalmente, conteúdos que ainda não amadureceram para a consciência. O inconsciente se expressa por meio de sonhos, fantasias, preocupações obssessivas, falhas de linguagem e acidentes de todos os tipos.

Individuação:

Processo de diferenciação psicológica tendo como objetivo o desenvolvimento da personalidade individual.Possui dois aspéctos básicos que são: o processo interno e subjetivo de integração e o igualmente indispensável processo de relacionamento objetivo. É a realização e compleção consciente da unicidade de um ser. Está assocoiada à formação de imagens arquetípicas e nos leva a experienciar o Self como o centro da personalidade, transcendendo o ego. Normalmente ela se inicia com uma ou mais experiências decisivas que desafiam nosso egocentrismo, produzindo a consciência de que o ego está subordinado a uma entidade psíquica mais compreensiva. É uma longa série de transformações psicológicas que culminam na integração de tendências e funções opostas, e na realização da totalidade. Como leitura complementar ver "Individuação - uma prospecção a novos paradígmas."

Inflação:

Um estado psíquico caracterizado por um sentimento exagerado ou irreal de si mesmo. É causado pela identificação do ego com alguma imagem arquetípica. A inflação pode ser tanto positiva quanto negativa e é um sinal de possessão indicando uma necessidade de assimilar complexos inconscientes. Uma consciência inflada é sempre egocentrica e consciente somente de sua própria existência como resultado de uma tomada de muitos conteúdos inconscientes sobre si mesmo ocasionando a perda da faculdade discrinatória que é uma condição sine qua non de toda consciência. Ver personalidade-mana

Inflação Negativa:

Uma baixa opinião irrealista de si mesmo devido à identificação com o lado negativo da sombra. Não importa quando um sentimento de inferioridade moral aparece, é uma indicação não só de uma necessidade para se assimilar um componente inconsciente, mas também uma possibilidade para tal assimilação.

Instinto:

Impulsos involuntários em direção a certas atividades. Para Jung é todo processo psíquico cuja energia não está sob um controle consciente é instintiva. Jung também identificou cinco grupos de fatores instintivos: criatividade, reflexão, atividade, sexualidade e fome. A Fome é um instinto primário de autp-p(reservação, talves o mais fundamental de todos os impulsos. Sexualidade que torna possível o redirecionamento da energia biológica para outros canais. A compulsão à atividade se manifesta em viagens, mudanças de amor, inquietude. Sob a reflexão Jung incluiu a compulsão à religião e a busca de significado. Quanto à Criatividade Jung se referia principalmente ao impulso de criar arte. Ver também arquétipos e imagens arquetípicas.

Introjeção:

Processo de assimilação do objeto para o sujeito, é o oposto da projeção.

Introspecção:

Processo de reflexão que focaliza as reações, padrões de comportament e atitudes pessoais. A direferença entre introspecção e introversão é que o último se refere à direção a qual a energia naturalmente se move, enquanto que o primeiro se refere ao auto-exame.

Introversão:

É um modo de funcionamento psíquico no qual o interêsse, valor e significado se acham predominantemente na vida inteiror de um indivíduo; i.e. os valores são determinados amplamente por reações internas do sujeito. Jung propôs que a motivação do homem fosse entendida em termos de uma energia de vida criativa geral - a libido - capaz de ser investida em direções diferentes, assumindo grande variedade de formas. No caso do introvertido esta energia é dirigida para dentro; a forma de se entrar em contato com o mundo passa por maior atenção ao que ocorre internamente. Uma consciência introvertida pode estar bastante ciente das condições externas mas não é motivada por elas Comparar com extraversão.

Irracional:

Não fundada na razão. Pelo simples fato de pessoas do tipo irracional subordinarem seus julgamentos à percepção, não quer dizer que elas não sejam razoáveis. Seria mais apropriado dizer que elas se encontram no mais alto grau de empirismo pois elas se baseiam inteiramente na experiência. Compare com racional.

Libido:

Energia psíquica em geral. Esta visão Junguiana se distanciou por completo do conceito Freudiano que possui um significado predominantemente sexual. Interêsse, atenção e impulso são todas, expressões da libido. A libido investida em um determinado item é indicada pela quantidade de sua "valor-carga", tanto positiva quanto negativa. Para Jung a libido denota um desejo ou impulso totalmente independente de qualquer autoridade ou moral. É o apetite em seu estado natural. Do ponto de vista genético é uma necessidade corpórea como a fome, sede, sono, e sexo e estados emocionais e afetos que constituem a essência da libido.

Logos:

O princípio da lógica e estrutura, tradicionalmente associado com o espírito, o pai do mundo e a imagem-Deus. Nos primeiros escritos de Jung ele equacionou a consciência masculina com o conceito de Logos e a consciência feminina de Eros. Por Logos ele queria dizer discriminação, julgamento, insight, e por Eros, a capacidade de relacionar. Ele dizia que estas eram idéias intuitivas que não podiam ser definidas exastivamente e que sob o ponto de vista científico era lamentável mas que empiricamente tinha o seu valor, uma vez que os dois conceitos marcam um campo da experiência que é igualmente difícil de delinear. Mais tarde nos estudos sobre alquimia, Jung descreveu Logos e Eros com o psicologicamente equivalente à consciência solar e lunar.Ver também animus e Eros.

Mandala:

Sanscrito, "círculo mágico." Uma imagem arquetípica representando um contato com, ou um pressentimento do, Self. Uma mandala básica é um círculo com um quadrado ou uma outra estrutura partida em quatro superimposta. As mandalas são encontradas em produções culturais de todas as raças. Elas parecem representar um princípio integrador central no qual descansa o cerne da psique. Ver quaternidade e temenos.

Masculino:

Ver animus e Logos.

Método Construtivo ou Sintético:

Ver Construtivo

Método Redutivo ou Analítico:

Ver Redutivo.

Nigredo:

Termo alquímico que corresponde psicologicamente à desorientação mental que tipicamente surge no processo de assimilação de conteúdos inconscientes, particularmente aspectos da sombra. Conforme dizia Jung, o auto-conhecimento é uma aventura que nos leva a lugares inesperadamente longíguos e profundos. Até mesmo uma moderada compreensão da sombra pode nos causar uma boa confusão mental, uma vez que isto faz surgir problemas de personalidade que jamais se poderia imaginar. Por esta simples razão nós podemos compreender os alquimistas chamavam a sua melancolia nigredo, uma noite "de um "preto mais preto que o preto", uma aflição da alma, confusão, etc. ou mais explicitamente de "o corvo negro"....

Nível Objetivo:

Abordagem para se compreender o significado das imagens nos sonhos e fantasias por referências à pessoas ou situação no mundo externo. A intepretação de sonhos na Psicanálise é quase que inteiramente objetiva uma vez que os desejos dos sonhos se referem a objetos reais, ou a processos sexuais que caem dentro da esfera fisiológica, extra-psicológica.Jung apesar de ser o pioneiro em ensinar a interpretação de sonhos no nível subjetivo onde o significado simbólico era prioritário, ele também reconhecia o valor da abordagem objetiva. Ver também redutivo.

Nível Subjetivo:

A abordagem de sonhos e outras imagens onde pessoas ou situações são vistas como representações simbólicas de fatores que pertencem inteiramente à própria psique do sujeito. (Compare com Nível Objetivo) Interpretação de um produto inconsciente no nível subjetivo revela a presença de julgamentos subjetivos e tendências dos quais o objeto é feito o veículo. Então, quando um objeto-imago aparece em um produto inconsciente, o que conta não é a imagem de um objeto real; é mais provável que nós estejamos lidando com um complexo funcional subjetivo. A interpretação no nível subjetivo nos permite teruma visão psicológica mais ampla, não só dos sonhos como também de trabalhos literários, onde as figuras indivíduais aparecem como complexos funcionais relativamente autônomos na psique do autor. (Definições, " CW 6, par.813.] No processo analítico, a tarefa principal depois da interpretação redutiva das imagens lançadas pelo inconsciente, é compreender o que elas dizem a respeito de quem as sonhou. Para estabelecer uma atitude realmente madura, ele tem que ver o valor subjetivo de todas estas imagens que parecem criar dificuldade para ele. Ele tem que os assimilar em sua própria psicologia; ele tem que descobrir de que modo elas são parte dele; como ele atribui um valor positivo por exemplo a um objeto, quando de fato é ele que pode e deveria desenvolver este valor. E da mesma maneira, quando ele projeta qualidades negativas e então odeia e detesta o objeto, ele tem que descobrir que ele está projetando o próprio lado inferior dele, a sombra dele, como seja, porque ele prefere ter uma imagem otimista e unilateral dele. (Definições, " CW 6, par.. 813.]

Numinosum, numinoso:

Termo usado primeiro por Rudolf Otto para descrever a experiência do divino como temerosa, assustadora e "totalmente alheia". Termo que descreve pessoas, coisas ou situações que possuem uma profunda ressonância emocional, psicologicamente associada com a experiência do self. Na psicologia analítica, ele é usado para descrever a experiência do ego em relação a um arquétipo, o Self em especial. Para Jung o numinosum é tanto uma qualidade que pertence a um objeto visível quanto a influência de uma presença invisível que causa uma alteração peculiar da consciência.

Participation mystique:

Termo derivado da antropologia referente a uma conecção ou identidade mística entre sujeito e objeto. Uma condição de identidade inconsciente, mágica entre o ego e os conteúdos do inconsciente. Ela se manifesta em uma conecção forte entre a pessoa e os outros (pessoas ou coisas) e é a base formadora da projeção. Consiste no fato da pessoa não mais conseguir se distinguir claramente do objeto se sentindo ligado à ele por uma relação direta que equivale a uma identidade parcial...Entre pessoas civilizada isto ocorre mais entre pessoas e muito raramente entre pessoas e objetos. Ver também arcaico, identificação e projeção.

Pedra Filosofal:

Termo usado na alquimia como uma metáfora para a transmutação bem sucedida do metal base em ouro; psicologicamente, um imagem arquetípica da totalidade. Ver coniunctio.

Persona:

Latim, "máscara do ator". Originalmente a persona significava a máscara usada pelos atores para indicar o papel que representavam. Neste nível a persona é tanto um escudo protetor quanto uma proripedade na mistura com os outros. São nossos aspectos ideais que normalmente apresentamos pata o mundo externo. É a face pública, parcialmente calculada, assumida pelo indivíduo em relação aos outros. A persona deriva das expectativas que a sociedade, a educação paterna e de nossos professores, nos impõem. É o papel que representamos na sociedade e que nos é útil tanto para nos facilitar um contato com o mundo quanto para nos proteger dos outros, mas de alguma forma é inibidora quando se identifica com ela. Conforme Jung a persona é um complexo funcional que vem a existir por razões de adaptação ou de conveniência pessoal. A persona é aquilo que na realidade não se é, mas que pensamos que somos.

Personalidade:

Aspectos da alma humana como se apresenta no mundo. Para o desenvolvimento da personalidade é essencial uma diferenciação dos valores coletivos, particularmente aqueles encorporados e aderidos pela persona.

Personalidade-mana:

Imagem personificada arquetípica de força sobrenatural. É uma dominante do inconsciente coletivo, o bem-conhecido arquétipo do homem poderoso na forma do herói, o chefe, o mago, o curandeiro, o santo, o governante dos homens e dos espíritos, o amigo de Deus. Historicamente ela envolve o herói e o ser divino cuja forma terrena é o sacerdote.
Mana é um termo da Malásia que se refere às qualidade feiticeiras ou numinosas do deuses e objetos sagrados. Uma personalidade-mana encorpora estes poderes mágicos. Na psicologia Jung o usava para descrever o efeito inflatório da assimilação dos conteúdos inconscientes autônomos, particularmente aqueles associados à anima e ao animus.

Personificação:

Tendência dos conteúdos psíquicos ou complexos de assumir uma personalidade diferente à do ego. Jung nos diz que todos complexo autônomo possui uma particularidade de se apresentar como uma personalidade, i.e. de ser personificado.

Possessão:

Termo usado para se descrever a identificaáão da consciência com um conteúdo inconsciente ou complexo. As formas mais comuns de possessão são pela sombra e os complexos contrasexuais, anima/animus.
Para Jung um homem possuído pela sombra está sempre redendo em sua p'rópria luz e caindo em suas próprias armadilhas. A possessão causada pela anima ou animus as pessoas perdem seus charme e valores e os retém somente quando estão distantes de tudo, em um estado introvertido, quando eles servem de ponte para o inconsciente. Em direção ao mundo externo a anima é caprichosa, temperamental, descontrolada e emocional, às vezes abençoada com intuições demoníacas, cruel, maliciosa, mentirosa, desbocada, falsa e mística. O animus é obstinado, ligado à princípios, infrator de leis, dogmático, reformador do mundo, teórico, articulado, argumentativo e dominador. Ambos possuem mal gosto: a anima se cerca de pessoas inferiores e o animus se deixa levar por pensamentos de segunda categoria.

Prima materia:

Termo alquímico que significa 'matéria original', usado psicologicamente para denominar a fundação instintual da vida e a matéria crua que se trabalha em análise de sonhos, emoções, conflitos, etc..

Primitivo:

Descritivo da psique humana original ou indiferenciada. Jung usa este termo no sentio de 'primordial". Ver arcaico.

Projeção:

Processo automático onde os conteúdos do próprio inconsciente de uma pessoa são percebidos por outras. Um processo natural onde uma qualidade, característica ou talento inconsciente de si próprio é percebido e relfetido em uma outra pessoa ou coisa. Para Jung a projeção significa a expulsão de um conteúdo subjetivo em um objeto, ou seja, um contédo subjetivo se torna alienado do objeto e é incorporado no objeto.É o oposto da introjeção.
Projeção não é um processo consciente. Nós nos encontramos com as projeção, não as fazemos. Desta forma podemos criar relacionamentos imaginários que frequentemente ou quase nunca tem alguma coisa a ver com o mundo externo. Ver arcaico, identificação e participation mystique.

Psicose:

Dissociação extrema da personalidade. Como a neurose, uma condição psicótica é devido à atividade de complexos inconscientes e o fenômeno de divisão. Na neurose, os complexos são somente relativamente autônomos. Na psicose, eles são completamente desconectados da consciência. Ter complexos é normal; mas se os complexos são incompatíveis, aquela parte da personalidade que também está contrária à consciência se torna excluída. Se esses excluídos alcançam a estrutura orgânica, a dissociação é uma psicose, uma condição esquizofrênica, como denota o termo. Cada complexo então vive uma existência por conta própria, sem personalidade para colocar tudo junto de novo. (" O Tavistock Lectures, " CW 18, par. 382.] (Na esquizofrenia] as figuras excluídas assumem nomes e caráter banal, grotesco, ou altamente exagerado, e são freqüentemente censuráveis de muitos outros modos. Além disso, elas não co-operam com a consciência do paciente. Elas não são diplomáticas e nem têm nenhum respeito por valores sentimentais. Pelo contrário, elas arrombam e criam uma perturbação a qualquer hora, elas atormentam o ego de várias maneiras; tudo é censurável e chocante, tanto em seus comportamentos ruidosos e impertinentes quanto na na crueldade grotesca e obscenidade. Há uns caos aparente de visões incoerentes, vozes, e personagens, todos de uma natureza devastadoramente estranha e incompreensível. (No Psychogenesis de Esquizofrenia, CW 3, par. 508.] Jung acreditou que muitas psicoses, e particularmente a esquizofrenia, era psicogênica, enquanto um resultado de um abaissement du niveau mental e um ego muito fraco para resistir ao ataque dos conteúdos inconscientes. Ele reservou um julgamento quanto à questão se os fatores biológicos eram uma causa contribuinte.

Psique:

A totalidade de todos os processos psicológicos, tanto cosncientes quanto inconscientes.

Psique Objetiva:

O mesmo que Inconsciente Coletivo.

Psique Subjetiva:

Ver inconsciente pessoal.

Puer Aeternus:

Termo Latim para'"criança eterna", usado na mitologia para designar uma criança-deus que é eternamente criança. Psicologicamente ele se refere à um homem mais velho cuja vida emocional permaneceu no nível da adolescência, conjugado normalmente com uma grande dependência da mãe. (O TERMO PUELLA É USADO QUANDO SE REFERE À UMA MULHER.] O puer conduz a uma vida provisiória, devido ao medo de ser pego em uma situação da qual poderia não ser possível escapar. O seu motivo raramente é o que ele realmente quer e seus planos para o futuro se desfazem em fantasias do que será, do que poderia ser, enquanto nenhuma ação decisiva é tomada para mudar as coisas. Ele deseja independência e liberdade, e tende a achar qualquer restrição intolerável. (O mundo] faz demandas na masculinidade de um homem, em sua energia, acima de tudo em suas coragem dele e resolução. Para isto ele precisaria de um Eros incrédulo, um capaz de esquecer de sua prórpia mãee sofrer a dor de renunciar ao primeiro amor de sua vida.(A Sizígia: Anima e Animus, " CW 9ii, par. 22.] Sintomas comuns na psicologia do puer são sonhos de aprisionamento e imagens semelhantes: cadeias, barras, gaiolas, armadilhas, escravidão. A própria vida, a realidade existencial, é experienciada como uma prisão. As barras são laços inconscientes para o mundo desinibido da vida de criança. A sombra do puer é o senex ( latim para " homem velho"), associado com o deus Apollo - disciplinado, controlado, responsável, racional, ordenado. Reciprocamente, a sombra do senex é o puer, relacionado a Dionysus - ilimitado, instinto, desordem, intoxicação, capricho. A " criança " eterna em um homem é uma experiência indescritível, uma incongruência, um impedimento, e uma prerrogativa divina; um imponderável que determina o último valor ou falta de valor de uma personalidade. (A Psicologia do Arquétipo da Criança, " CW 9i, par. 300.]

Quaternidade:

O arquétipo da quaternidade simboliza a totalidade. Está intimamente associada com representações do Self. É uma imagem com uma estrutura de quatro facetas, normalmente quadrada ou circular e simétrica; psicologicamente, aponta à idéia de inteireza. (Também veja Temenos.) A quaternidade é um dos arquétipos mais difundidos e tem também provado ser um esquema muito útil por representar o arranjo das funções pelas quais a mente consciente leva seus comportamentos.(Veja abaixo,Tipologia.] Como o círculo, como símbolo da perfeição e do ser perfeito, é uma expressão difundida para céu, sol, e Deus; e também expressa a imagem primordial do homem e da alma. (" A Psicologia da Transferência, " CW 16, par. 405.] Como o círculo, como símbolo da perfeição e do ser perfeito, é uma expressão difundida para céu, sol, e Deus; e também expressa a imagem primordial do homem e da alma. (" A Psicologia da Transferência, " CW 16, par. 405.] Jung acreditava que a produção espontânea de imagens quaternárias (inclusive mandalas), se conscientemente ou em sonhos e fantasias, pode indicar a capacidade do ego para assimilar o material inconsciente. Mas elas também podem ser essencialmente apotropaicas, uma tentativa da psique para impedir de se desintegrar. Estas imagens são naturalmente só antecipações de uma inteireza que está, em princípio, sempre além de nosso alcance. Também, elas invariavelmente não indicam uma prontidão subliminar por parte do paciente para perceber aquela inteireza conscientemente, em uma fase posterior; freqüentemente elas querem dizer nada mais que uma compensação temporária da confusão caótica.(A Psicologia da Transferência, " CW 16, par. 536.]

Quarta Função:

Ver função inferior.

Racional:

Descritivo de pensamentos, sentimentos e ações que outorgam com razão, uma atitude baseada em valores objetivos estabelecidos pela experiência prática. (Compare irracional.) A atitude racional que nos permite declarar valores objetivos como válido nada não é uma questão individual, mas o produto de história humana. A maioria dos valores objetivos- e a própria razão - são complexos, firmemente estabgelecidos, de idéias passadas ao longo de nossas vidas.... Assim as leis da razão são as leis que designam e governam a atitude comum, adaptada. Tudo é " racional " quando está de acordo como essas leis, e tudo o que as infringe é " irracional ".(Definições, " ibid. par. 785f.] Jung descreveu as funções psicológicas de pensar e sentir como racionais porque elas são influenciadas decisivamente através de reflexão.

Redutivo:

Literalmente, " que leva para trás, " descritivo de interpretações de sonhos e neurose em termos de eventos na vida exterior, particularmente aqueles da infância. (Compare com construtivo e final.) O método redutivo é orientado para trás, em contraste com o método construtivo. . . . Os métodos de interpretativos tanto de Freud quanto de Adler são redutivos, uma vez que em ambos há uma redução aos processos elementares de desejar ou se esforçar, que são em último recurso de uma natureza infantil ou fisiológica. (Definições, " CW 6, par. 788.] Na interpretação de sonhos, o método redutivo (também chamado de mecanicista) busca explicar imagens de pessoas e situações em termos da realidade concreta. A abordagem construtiva ou final foca nos conteúdos simbólicos dos sonhos. Embora o próprio Jung tenha se concentrado na abordagem construtiva, ele considerou a análise redutiva como um importante primeiro passo no tratamento de problemas psicológicos, particularmente na primeira metade da vida. As neuroses dos jovens geralmente se formam de uma colisão entre forças da realidade e uma atitude inadequada, infantil que do ponto de vista causal são caracterizadas por uma dependência anormal nos pais reais ou imagináriospais, e do ponto de vista de teleologico, por ficções, planos, e aspirações irrealizáveis. Aqui os métodos redutivos de Freud e Adler estão completamente em seu lugar. (O Problema do tipo-Atitude, " CW 7, par. 88.]

Self:

O arquétipo da totalidade e o centro regulador da psique. É comumente simbolizado pela mandala ou em uma união paradoxa de opostos. O Self é experienciado como um poder transpessoal, numinoso que transcende e sobrepuja o ego. Empiricamente ele é semelhante à imagem de Deus. Como um conceito empírico, o self designa toda a gama de fenômenos psíquicos no homem. Expressa a unidade da personalidade como um todo. O self cerca o experienciável e o inexperienciável (ou o que contudo não foi experimentado). . . . É um conceito transcendental, pois ele pressupões a existência de fatores inconscientes sob uma perspectiva empírica e assim caracteriza uma entidade que só pode ser descrita em parte. (" Definições, " CW 6, par. 789.] O self não só é o centro, mas também a circunferência inteira que abraça a consciência e o inconsciente; é o centro desta totalidade, da mesma maneira que o ego é o centro de consciência. (" Introdução, " CW 12, par. 44.] Como qualquer arquétipo, a natureza essencial do ego é desconhecida, mas suas manifestações são o conteúdo de mitos e lendas. O self aparece em sonhos, mitos, e contos de fadas na figura de uma " personalidade supraordenada, " como um rei, o herói, profeta, salvador, etc. ou na forma de um símbolo de totalidade, como o círculo, aa cruz, o quadrado, circuli quadratura, etc. Quando representa um complexio oppositorum, uma união de opostos, pode também aparecer como uma dualidade unida, na forma, por exemplo, do tao como o interplay de yang e yin, ou dos irmãos hostis, ou do herói e o adversário dele (arqueinimigo, dragão), Faust e Mephistopheles, etc. Empiricamente, então, o self aparece como um jogo de luz e sombras, embora concebido como uma totalidade e unidade nas quais os opostos estão unidos.(Definições, " CW 6, par. 790.] A realização do self ego como um fator psíquico autônomo é estimulada freqüentemente pelaa erupção de conteúdos inconscientes sobre os quais o ego não tem nenhum controle. Isto pode resultar em neurose e em uma renovação subseqüente da personalidade, ou em uma identificação inflada com um poder maior. Experiências do self possuem uma característica numinosa de revelações religiosas. Conseqüentemente Jung acreditava que não havia nenhuma diferença essencial entre o self como uma realidade experiencial, psicológica e o conceito tradicional de uma deidade suprema. Isso poderia ser chamado de " Deus dentro de nós ". (A Mana-personalidade, " CW 7, par. 399.

Símbolo:

A melhor expressão possível para algo que é essencialmente desconhecido. O pensamento simbólico não-linear é holístico, de orientação do hemisfério direito do cérebro e é complementar ao pensamento do hemisfério esquerdo linear e lógico. Toda expressão psicológica é um símbolo se nós assumirmos que declara ou significa algo mais e diferente de si mesmo que ilude nosso conhecimento presente. (Definições, CW 6, par. 817.] Jung fêz uma distinção entre um símbolo e um sinal. Por exemplo, Insignia em uniformes não são símbolos mas sinais que identificam que a veste. Lidar com material inconsciente (sonhos, fantasias, etc.), as imagens podem ser interpretadas semioticamente, como sinais sintomáticos que apontam a fatos conhecidos ou conhecíveis, ou simbolicamente, ao expressar algo essencialmente desconhecido. A interpretação da cruz como um símbolo de amor divino é sematológica, porque " amor divino" descreve o fato a ser expressado melhor e mais habilmente que uma cruz, que pode ter muitos outros significados. Por outro lado, uma interpretação da cruz é simbólica quando põe a cruz além de todas as explicações concebíveis, no que concerne à expressão de um objeto desconhecido ou um fato de natureza mística ou transcendente, i.e. psicológica, que simplesmente se acha adequadamente representada na cruz. (Ibid. paridade. 815.] Se algo é interpretado como um símbolo ou um sinal depende principalmente da atitude do observador. Jung uniu as abordagens sematológicas e simbólicas, respectivamente, para os pontos de vista causais e finais. Ele reconheceu a importância de ambos. Desenvolvimento psíquico não pode ser realizado através de intenção e desejos; precisa da atração do símbolo cujo quantum de valor excede ao da causa. Mas a formação de um símbolo não pode acontecer até a mente ter lidado bastante tempo com fatos elementares, quer dizer que até as necessidades internas ou exteriores do processo de vida tenham provocado uma transformação de energia . (Energia, " CW 8, paridade. 47.] A atitude simbólica é com certeza construtiva, e com isso ela dá prioridade para se entender o significado ou propósito de fenômenos psicológicos, em lugar de buscaruma explicação redutiva. Há, claro, neuroticos que consideram os produtos inconscientes deles/delas, que são sintomas principalmente mórbidos, como símbolos de importância suprema. Porém, geralmente isto não é o que acontece. Pelo contrário, o neurótico de hoje só é muito propenso para considerar um produto que possa estar, de fato, cheio de significação como um mero " sintoma".(Definições, CW 6, paridade. 821.] O interesse primário de Jung em símbolos está na habilidade deles transformarem e redirecionarem a energia instintiva. Como podemos explicar processos religiosos, por exemplo, cuja natureza é essencialmente simbolica? De forma abstrata, símbolos são idéias religiosas; na forma de ação, elas são rito ou cerimônias. Elas são a manifestação e expressão do excesso de libido. Ao mesmo tempo eles são o caminho para novas atividades que devem ser chamadas de culturais para os distinguir das funções instintuais que fazem seus curso regular de acordo com lei natural. (" Em Energia Psíquica, " CW 8, par. 91.] A formação de símbolos acontece o tempo tod dentro da psique, aparecendo em fantasias e sonhos. Em análise, depois que as explicações redutivas foram exauridas, a formação de símbolos é reforçada pela abordagem construtiva.O objetivo é tornar a energia instintiva disponível para um trabalho significativo e uma vida produtiva.

Si-mesmo:

O mesmo que Self.

Sincronicidade:

Termo cunhado por Jung para um "princípio de conecção acausal"para explicar a ocorrência de uma coincidência significativa, i.e. um acontecimento psíquico interno (sonho, visão,premonição) é acompanhado por um evento físico externo que pode estar conectado ao primeiro sem ser por uma relação causal. Ou seja, um acontecimento interno e um evento externo que criam uma sensação de coincidência significativa mas que um não é causa do outro. Sincronicidade. . . consiste em dois fatores: a) Uma imagem inconsciente vem à consciência tanto diretamente (i.e. literalmente) ou indiretamente (simbolizada ou sugerida) na forma de um sonho, idéia, ou premonição. b) Uma situação objetiva coincide com este conteúdo. A pessoa está tão confusa quanto a outra. (Sincronicidade: Um Princípio Acausal de Conecção, " ibid. par. 858.] Jung associou experiências de Sincronicidade com a relatividade de espaço e tempo e um certo grau de inconsciência. Os aspectos muito diversos e confusos destes fenômenos são, pelo que eu posso ver no momento, completamente explicáveis na suposição de uma quantidade contínua de espaço-tempo psiquicamente relativa. Assim que os conteúdos psíquicos cruzam o limiar de consciência, os fenômenos sincronisticos marginais desaparecem, tempo e espaço assumem seus equilíbrio costumeiro, e a consciência fica mais uma vez isolada em sua subjetividade. . . . Reciprocamente, fenômenos sincronisticos podem ser evocados pondo o assunto em um estado inconsciente.(Sobre a Natureza da Psique, " CW 8, paridade. 440.] Não só é possível mas bastante provável, que psique e matéria são dois aspectos diferentes de uma única e mesma coisa. Os fenômenos de Sincronicidade apontam, parece a mim, nesta direção, porque eles mostram que o não-psíquico podem se comportar como o psíquico, e vice-versa, sem que haja alguma conexão causal entre eles. (Ibid. par. 418.]

Sintético: Ver construtivo

Sonhos: Manifestações espontâneas e independentes do inconsciente; fragmentos de uma atividade psíquica involuntária consciente somente o suficiente para serem reprodutíveis durante o estado de vigília.

Os sonhos não são fabricações deliberadas e nem arbitrárias; eles são fenômenos naturais que nada diferem do que pretendem ser. Eles não enganam, não mentem, não distorcem ou disfarçam... Eles estão invariavelmente procurando se expressar algo que o ego não sabe e não compreende.("Psicologia Analítica e Educação," CW 17, par. 189.] De forma simbólica, os sonhos expressam uma situação atual na psique a partir de um ponto de vista do inconsciente. Desde que o significado da maioria dos sonhos não está de acordo com as tendência da mente consciente e nos mostra divergências peculiares, nós devemos assumir que o inconsciente, a matrix dos sonhos, tem uma função independente. É a isto que eu chamo de autonomia dos sonhos. Os sonhos não só não obedecem os nossos desejos como muito frequentemente se levanta em oposição flagrante às nossas intenções conscientes. ("Sobre a Natureza dos Sonhos," CW 8, par. 545.] Jung reconheceu que em alguns casos os sonhos têm uma função de satisfação de desejos e uma função de preservação do sono (Freud) ou revelam um esforço infantil por poder (Adler), mas ele focou sua atenção no conteúdo simbólico deles e no papel compensatório na auto-regulação da psique: eles revelam aspectos da pessoa que não estão conscientes, eles descobrem motivações inconscientes que operam nas relações e que são presentes nos novos pontos de vista de situações conflituosas. Em relação à isto existem três possibilidades: Se a atitude consciente para a situação de vida estiver extremadamente unilateral, aí o sonho toma o lado oposto. Se a consciência tem uma posição bastante perto do "meio", o sonho é contentado com variações. Se a atitude consciente é "correta"(adequada), então o sonho coincide com e enfatiza esta tendência, mas sem perder sua autonomia peculiar. ( Ibid. par. 546.] Na visão Junguiana, um sonho é um drama interior. Todo o trabalho de sonho é essencialmente subjetivo, e o sonho é um teatro no qual o sonhador é a cena, o ator, o incitador, o produtaor, o autor, o público e o crítico. ("Aspectos Gerais da Psicologia dos Sonhos," ibid. par. 509.] Este conceito dá origem à interpretação dos sonhos no nível subjetivo onde as imagens oníricas são vistas como representações simbólicas de elementos da própria personalidade do sonhador. Uma interpretação no nível objetivo se refere às imagens à pessoas e situações do mundo externo. Muitos sonhos têm uma estrutura dramática clássica. Há uma exposição (lugar, tempo e personagens), que mostra a situaçào inicial do sonhador. Em uma segunda fase há um desenvolvimento no enrêdo (ação se desenrola). A terceira fase traz a culminação ou clímax (um evento decisivo acontece). a fase final é o lysis, o resultado ou solução (se existir uma) da ação no sonho.

Sombra:

É uma parte inconsciente ou obscura da personalidade que contém características e fraquezas as quais a auto-estima não permitirá que se reconheça por si próprio. Geralmente é a primeira camada do inconsciente a ser encontrada em um processo de análise psicológica e normalmente é personificada nos sonhos por figuras sombrias e dúbias do mesmo sexo da pessoa que está sonhando. São aspectos inconscientes ou escondidos de si-mesmo, tanto bons quanto maus,que o ego ou reprimiu ou nunca reconheceu (Ver também repressão). A sombra é um problema moral que desafia o ego-personalidade por inteiro, por isso ninguem pode tornar-se consciente da sombra sem um esforço moral considerável. Tornar-se consciente dela envolve reconhecer os aspectos escuros da personalidade como presentes e reais. ("A Sombra," CW 9ii, par. 14.] Antes dos conteúdos inconscientes terem sido diferenciados, a sombra é, com efeito, o todo do inconsciente. Normalmente ela é personificada nos sonhos por pessoas do mesmo sexo do sonhador. A maior parte da sombra é composta por desejos reprimidos e impulsos incivilizados, motivos moralmente inferiores, fantasias e ressentimentos infantis, etc. -- todas aquelas coisas de si mesmo das quais não estamos orgulhosos. estas características pessoais não respondidas são frequentemente experienciadas nos outros através do mecanismo da projeção. Embora, com perspicácia e boa vontade, a sombra poder ser assimilada até certo ponto na personalidade consciente, a experiência nos mostra que há certas características que oferecem a maior das resistências obstinadas a um controle moral e provam ser quase que impossíveis de influenciar. Estas resistências são normalmente comprometidas com projeções que não são reconhecidas como tal e o reconhecimento delas é uma realização moral além do normal. Enquanto algumas características peculiares à sombra poderem ser reconhecidas sem muita dificuldade como as qualidades pessoais da pessoa, neste caso perspicácia e boa vontade são infrutíferos porque a causa da emoção aparece estar, além de toda a possibilidade de dúvida, na outra pessoa.(Ibid. par. 16.] A realização da sombra é inibida pela persona.Qanto mais nos identificamos com uma persona brilhante, mais a sombra é correspondentemente escura. Assim sombra e persona se complementam em uma relação compensatória, e o conflito entre eles é invariavelmente presente em uma erupção de neurose. A depressão característica nestas ocasiões indica a necessidade para perceber que a pessoa não é de todo a pessoa que finge ou deseja ser. Não há nenhuma técnica geralmente efetiva para assimilar a sombra. Está mais como diplomacia e sempre é uma questão individual. Primeiro a pessoa tem que aceitar e levar a existência da sombra seriamente. Segundo, a pessoa tem que se dar conta de suas qualidades e intenções. Isto acontece por atenção conscienciosa a humores, fantasias e impulsos. Terçeiro, um processo longo de negociação é inevitável. Realmente, é uma necessidade terapêutica o primeiro requisito de qualquer método psicológico completo, para a consciência confrontar sua sombra. No fim isto deve conduzir algum tipo de união, embora a união consista a princípio em um conflito aberto, e freqüentemente permanece assim por muito tempo. É uma luta que não pode ser abolida através de meios racionais. Quando é reprimida pelo ego ela continua dentro d o inconsciente e somente se expressa indiretamente e ainda mais perigosamente, desta forma não se tem nenhuma vantagem. A luta continua até os oponentes se cansarem. O que o resultado será, nunca pode ser visto com antecedência. A única coisa certa é que serão mudadas ambos os lados. (" Rex e Regina, " CW 14, paridade. 514.] Este processo de entrar em acordo com o Outro em nós vale a pena, porque deste modo nós entramos em contatocom aspectos de nossa natureza que nós não permitiríamos ninguem mais nos mostrar e o qual nós mesmos nunca admitiríamos. (A Conjunção, " ibid. paridade. 706.] A sombra não é só o lado escuro da personalidade. Ela também consiste em instintos, habilidades e qualidades de moral positivas que foram enterradas há muito tempo ou que nunca foram conscientes. A sombra é algo meramente inferior, primitiva, inadaptada e desajeitada; não de todo ruím. Ela contém até qualidades infantis ou primitivas que revitalizariam de certo modo e embelezariam a existência humana, mas que as convenções proíbem!(Psicologia e Religião," CW 11, par. 134.] Se acreditou-se que a sombra humana era a fonte de todo o mal, agora pode ser averiguado através de uma investigação mais íntima que o homem inconsciente, quer dizer, a sombra dele, só não consiste em tendências moralmente repreensíveis, mas também exibe várias qualidades boas, como instintos normais, reações apropriadas, perspicácias realísticas, impulsos criativos, etc.(Conclusão," CW 9ii, par. 423.] Uma erupção neurótica constela ambos os lados da sombra: aquelas qualidades e atividades que não se tem orgulho, e novas possibilidades que nunca soubemos que estavam lá. Jung fez uma distinção entre a sombra pessoal e a coletiva ou arquetípica. Com um pouco de auto-crítica nós podemos olhar através da sombra - cotanto que seja de natureza pessoal. Mas quando ela surgem como um arquétipo, a pessoa encontra as mesmas dificuldades como com a anima and animus. Em outras palavras, está totalmente dentro das possibilidades para um homem reconhecer o mal relativo de sua natureza, mas é uma experiência rara e esmagadora para ele contemplar a face do mal absoluto. ("A Sombra," ibid. par. 19.]

Temenos:

Uma palavra grega que significa um espaço sagrado, protegido; psicologicamente descritiva tanto de um recipiente pessoal quanto deum senso de privacidade que cerca uma relação analítica. O Jung acreditava que a necessidade para estabelecer ou preservar um temenos é indicada freqüentemente por desenhos ou imagens de sonho de uma natureza quaternária, como mandalas. O símbolo da mandala tem exatamente este significado de um lugar santo, um temenos, que protege o centro. E é um símbolo que é um dos motivos mais importantes na objectivação de imagens inconscientes. É um meio de proteger o centro da personalidade para que esta não seja retirada ou influenciada de fora. (" As Conferências de Tavistock , " CW 18, par. 410.]

Tertium non datur:

O "terçeiro" reconciliador, não logicamente previsível, característica de uma resolução em uma situação de conflito quando a tensão entre opostos é mantida no inconsciente. (Veja Função Transcendente). Como uma regra isso acontece quando a análise tiver constelado, tão poderosamente, os opostos que uma união ou síntese da personalidade se tornam uma necessidade imperativa. . . . (Esta situação] requer uma real solução e necessita uma terceira coisa na qual os opostos podem unir. Aqui a lógica do intelecto normalmente falha, pporque em uma antítese lógica não há nenhum terçeiro. O " solvente " só pode ser de uma natureza irracional. Na natureza a resolução de opostos é sempre um processo energético: ela age simbolicamente no mais verdadeiro sentido da palavra, fazendo algo que expressa ambos os lados, da mesma maneira que uma cachoeira medeia visivelmente entre acima e debaixo de. (A Conjunção, " CW 14, paridade. 705.]

Tipologia:

Um sistema no qual as atitudes e padrões decomportamentos são categorizados numa tentativa de explicar as diferenças entre as pessoas. O modelo de Tipologia de Jung cresceu de uma extensiva revisão histórica de tipos encontrados na literatura, mitologia, filosofia e psicopatologia. Onde as mais antigas classificaçòes eram baseadas em observações do temperamento ou ou de padrões de comportamento psicológico, o modelo de Jung se preocupa com o movimento da energia e pelo modo de como ela habitualmente ou preferencialmente orienta a pessoa no mundo. Jung diferenciou oito grupos tipológicos: duas atitudes de personalidade - a introversão e extroversão; e quatro funções - pensamento, sentimento, intuição e sensação, que operam de forma introvertida ou extrovertida. Introversão e extroversão são modos psicológicos de adaptação ao mundo externo. O primeiro, o movimento da energia é em direção ao mundo interior. A segunda, os interêsses são direcionados para o mundo externo. Em um caso o sujeito (realidade interna) e no outro o objeto (coisas e outras pessoas). (Introversão] é normalmente caracterizada por uma natureza hesitante, reflexiva e recolhida que se mantém em si mesmo, se recolhe dos objetos, está sempre na defensiva e prefere se esconder por trás de escrutínios desconfiáveis. (Extraversão] é normalmente caracterizada por uma natureza moldável, leal e voltada pra fora que se adapta facilmente a uma situação, formando laços rapidamente, e, colocando de lado possíveis temores, se aventuram com uma confiança descuidada em situações desconhecidas. Obviamente, no primeiro caso o sujeito e no segundo o objeto é tudo que importa.("O Problema do Tipo-Atitude," CW 7, par. 62. ] Se uma pessoa é predominantemente introvertida ou extrovertida somente se torna aparente em associação com uma das quatro funções, cada uma com suas áreas específicas: pensamento se refere ao processo cognitivo de pensamento, sensação é a percepção por meios dos orgãos de sentido físicos, sentimento é a função do julgamento ou avaliação subjetivos; e intição se refere à intuição via inconsciente. Resumidamente, a sensação estabelece que algo existe, o pensamento nos diz de seu significado, o sentimenot nos diz para que serve e através da intuição nós temos uma noção de suas possibilidades.

Tipos Psicológicos:

Ver Tipologia.

Totalidade:

Um estado no qual a consciência e o inconsciente trabalham juntos em harmonia. (Ver self.) Apesar de "totalidade" a princípio parecer algo nada mais que uma idéia abstrata (como Anima e animus) no entanto ela é empírica a medida em que é antecipada pela psique na forma de símbolos espontâneos e autônomos. Estes são os símbolos da quaternidade ou mandala, que ocorrem não somente nos sonhos do homem moderno que nunca ouviu falar deles, e que são amplamente difundidos em registros históricos de muitos povos e muitas épocas. Seus significados como símbolos da unidade e totalidade é amplamente confirmado pela história como também pela Psicologia empírica. (O Self," ibid. par. 59.] Em termos de individuação, onde o objetivo é uma conexão vital com o Self, Jung contrastou a totalidade com o desejo conflitivo de se tornar perfeito.

Transferência:

Um caso particular de projeção usado para descrever um envolvimento emocional afetivo que pode ser tanto positivo quanto negativo entre paciente e terapeuta. É uma forma particular de projeção porque ocorre em uma relação terapeutica no ambiente limitado de um consultório.(Ver também contratransferência.) O conteúdos inconsciente são invariavelmente projetados de primeiro sobre pessoas e situações concretas. Muitas projeções podem seguramente ser integradas de volta no indivíduo uma vez que ele reconheça suas origens subjetivas; outros resistem à integração, e apesar delas estarem apartadas de seus objetos originais, elas se transferem para o terapeuta. Entre estes conteúdos, a relação parental do sexo oposto é uma parte importante, i.e. a relação do filho com a mãe, filha com o pai, e também de irmão com irmã. ("a Psicologia da Transferência," CW 16, par. 357.] Uma vez que as projeções se reconhecem como tal, a forma particular de rapport conhecida como transferência chega a um fim, e o problema da relação individual começa. (O Valor Terapeutico da Abreação," ibid. par. 287.] A transferência pode ser tanto positiva quanto negativa; a primeira é marcada por sentimentos de afeição e respeito, a segunda por hostilidade e resistência. Para um tipo de pessoa (chamada de infantil-rebelde) uma transferência positiva é, pra começar, uma conquista importante para o significado de cura; para um outro (o infantil-obediente) é uma precipitação perigosa, um caminho conveniente para se evadir das obrigações diárias. Para o primeiro uma transferência negativa denota uma insubordinação ampliada, para o segundo, é um passo em direção à cura. ("Aguns Pontos Cruciais na Psicoanálise," CW 4, par. 659.] Jung não considerava a transferência somente como meramente uma projeção de fantasias infantil-eróticas. Apesar destas poderem estar presentes no início da análise, elas podem ser dissolvidas usando o método redutivo. Logo, o propósito da transferência se torna de vital importancia. Uma interpretação exclusivamente sexual de sonhos e fantasias é uma violação chocante do material psicológico da paciente: uma fantasia infantil-sexual não é definitivamente toda a história, uma vez que o material também contém um elemento criativo, o propósito de onde se dá forma às neuroses. ("O Valor Terapeutico da Abreacção," CW 16, par. 277.] Tudo que é inconsciente ou que precisa funcionar melhor no analisando é projetado na figura do analista. Isto inclui imagens arquetípicas da totalidade, que resulta no analista tomar a estatura de uma personalidade-mana. A tarefa do analisando é compreender tais imagens no nível subjetivo, uma meta inicial de constelar o analista interno do próprio paciente. Jung acreditava que analisar a transferência era extremamente importante para retornar os conteúdos projetados necessários para a individuação do analisando.

Trauma psíquico:

Uma experiência psicológica danosa ainda não prontamente assimilada pela consciência. Ele produz um complexo inconsciente que pode ser curado somente por meio da revivência (ab-reação) da experiência original.
ENCYCLOPAEDIA V. 51-0 (11/04/2016, 10h24m.), com 2567 verbetes e 2173 imagens.
INI | ROL | IGC | DSÍ | FDL | NAR | RAO | IRE | GLO | MIT | MET | PHI | PSI | ART | HIS | ???